o futuro.
Retiro tudo o esconde aquilo que sou, tou nu. Apenas eu sem mais nada a esconder. Observo a luz das velas, o fumo do incenso, vejo as formas que ele toma tentando ver algo que a ti me lembre. Oiço musica que me relembra o passado. Afundo-me na água tentando isolar-me, tentando fugir deste mundo. Mas a minha mente não o permite. Não se afunda nem boia a tona da água, permanece em mim. Pergunto-me o que fui, o que ainda sou, o que passei a ser para ti. Se era o que realmente era ou se havias obcecada por algo confundido-me com um desejo teu. Pergunto-me porquê. Tento fechar os olhos mas apenas mais impaciente fico. A presença tua que em mim permanecia me abandona. Fico agora só. Eu e memórias de tempos passados. Tempos em que me questionei se serias aquela por quem eu esperei e a essas perguntas respondia que sim. Planos futuros eu fiz. Planos que agora de nada servem pois para a sua concretização eras "objecto" unico e indispensavel. Sou invadido por pensamentos de raiva, tristeza, felicidade, solidao, liberdade, todos. Mas não posso te-los a todos. Não quero. Tenho de escolher e não sei que caminho seguir. Uma luta continua e sem fim? uma luta para não ficar parado? deverei esperar que sejas tu a lutar? ou devo eu desistir e abandonar aquilo em que me tornaste? Sou capaz de tanta coisa, fugir a sentimentos, esconder e fingir emoções, voar acordado. Mas tu és capaz de algo que não consigo controlar. Permanecer na minha mente. Não sei porque ainda não te foste embora. Porque não quero creio.
Será que te amei? ou terei eu confundido sentimentos?
Quem me dera responder a estas questões que me afundam. Quem me dera.
Será que te amei? ou terei eu confundido sentimentos?
Quem me dera responder a estas questões que me afundam. Quem me dera.
