página de vida
Dizem-me a verdade, questiono-me sobre a realidade dela. Questiono-me se assim o é pelas duas partes. Fico confuso, continuo confuso sem saber o que fazer, sem saber o que pensar, sem saber o que sentir. O aperto continua a espera de uma lufada de ar que me descolapse os pulmões de toda esta pressão sofrida. Pressão que me sufoca deixando-me perdido. Pressão que me faz agir sem pensar num desejo de liberdade. Acorrento-me com estes sentimentos que tenho, que ainda não os sei controlar. Procuro pela chave mas certamente nos sitios errados pois ainda não a encontrei. Talvez esteja em mim, talvez noutra pessoa que novos pensamentos me venha transmitir.. Fico à espera de uma resposta, de uma reacção, de uma acção que me ilucide sobre o caminho a perseguir. Ando às escuras apalpando as paredes que cada vez se tornam mais estreitas. Mas o caminho é martirioso pois nada sinto alem de dor. Dor que me queima a esperança que se torna em cinzas tão sensiveis que um leve sopro as fará dispersar, desaparecenedo então. Estou num labirinto sem saber o que me espera no seu centro. Se uma fonte de esperança, se aquilo que procuro, ainda que não saiba o que é, se um poço sem fundo e um caminho para um novo labirinto, ou se encontrarei apenas o vazio.
Sonhos que imaginamos, pensamentos que temos, ilusões que nos enganam. É assim o meu percurso. Como um rio agreste sem saber o que virá depois da próxima pedra. Mas pior, estou sem remos, sem rumo, seguindo apenas a corrente. Vejo algo que pretendo à minha frente mas não lhe consigo chegar. Será ela que foge de mim, serei eu que não estou preparado para a atingir, ou será apenas mais uma ilusão? O tempo passa, os olhos secam, a mente de tão cheia torna-se vazia. As palavras faltam-me, a tinta gasta-se e apenas vejo uns rabiscos nesta página de vida. Não entendo aquilo que vejo; pois se entendesse talvez não fosse assim. Talvez não precisaria de me questionar sobre o sentido das coisas. Existirá algum sentido? O que é o sentido? Estará definido ou será apenas especulação de cada um de nós? Não gosto de percorrer caminhos incertos. Continuo confuso.
Sonhos que imaginamos, pensamentos que temos, ilusões que nos enganam. É assim o meu percurso. Como um rio agreste sem saber o que virá depois da próxima pedra. Mas pior, estou sem remos, sem rumo, seguindo apenas a corrente. Vejo algo que pretendo à minha frente mas não lhe consigo chegar. Será ela que foge de mim, serei eu que não estou preparado para a atingir, ou será apenas mais uma ilusão? O tempo passa, os olhos secam, a mente de tão cheia torna-se vazia. As palavras faltam-me, a tinta gasta-se e apenas vejo uns rabiscos nesta página de vida. Não entendo aquilo que vejo; pois se entendesse talvez não fosse assim. Talvez não precisaria de me questionar sobre o sentido das coisas. Existirá algum sentido? O que é o sentido? Estará definido ou será apenas especulação de cada um de nós? Não gosto de percorrer caminhos incertos. Continuo confuso.
