Thursday, August 31, 2006

Recordações de um jardim

Diz-me porque não há dia ou noite, que não pense em ti. Como posso eu esquecer-te e afastar este sofrimento? Pois a mim me negaste o teu toque, a tua presença.
Relembro-me dos dias que passaram, da maneira com que só tu me olhavas e ao pé de mim te encolhias na esperança de um abraço meu. Como uma criança assustada que busca a protecção do pai. Momentos esses em que me sentia como uma concha; concha essa que era o teu abrigo. Não passando por mim os males que a ti tentavam atingir.
Recordações do singelo toque da tua pele, errando pela minha, como quem vagueia por um jardim, onde em cada poro da minha pele uma flor fazias desabrochar. E de quando os teus olhos fehcavas e a meu lado dormias, eu te observava. Como um pintor que olha para a sua mais perfeita obra. E ao acordares, meus olhos se abriam de novo para te admirar. Como que o ciclo de uma flor, desde o abrir das pétalas ao sol radioso, até ao seu fecho sob o brilho da noite.
Recordo-me do meu jardim onde no seu centro estava a flor mais preciosa, mais guardada e mais amada. No seu centro estava tu. *

Friday, August 25, 2006

Estagnação

Partiste e nada fui capaz de fazer. Continuas a minha frente mas não consigo para os teus olhos olhar, com medo que já neles não veja reflectido o brilho que em tempos vi. Pergunto-me o que aconteceria se nossos lábios se voltassem a tocar, mas já não sei se eles ainda encaixam nos meus. moldados por lágrimas e pelos dentes que os trincam. Tenho saudades de ti. saudades de um sentimento que jamais havia experimentado. A minha mente à tua se fundiu e agora ela não encontra caminho para fugir. Espero pelo tempo que irá vir e me irá trazer noticias sobre o que irá acontecer. Mas já por muitas vezes esperei por esse tempo e apenas me trouxe mais duvidas, mais tempo para esperar. Tua boca mantém-se imovel aos meus ouvidos. Desse lado nada me toca, nada me faz sentir. Apenas o silêncio permanece. Por vezes umas palavras são libertadas e então a imaginação flui mas logo se depara com as correntes que a prendem pois de apenas imaginação se trata. E então cai como uma flecha cravando-se ainda mais sendo cada vez mais dificil levantar voo de cada vez que de simples palavras se alimenta. O incerto mantém-se, a esperança permanece. Meu mundo parou.